
A luta já começou!
A
nossa já luta começou!
Temos
agora que efetivar nosso núcleo, saber quem somos e o que
queremos, como a Campanha Reivindicatória.
Quem
somos?
Trabalhadores
unidos com um perfil apartidário, de auto-gestão
sindical, de coletivização sindical, federalismo e ação
direta. Nossas bandeiras de luta como referências básicas
são:
Reajuste
salarial baseado no salário mínimo do DIEESE;
Redução
da jornada de trabalho para 30 horas semanais;
Fim
do imposto sindical;
Desfiliação
dos Sindicatos de suas Centrais pelegas e filiação à
COB e as suas Federações Sindicais;
Sindicalismo
como meio de luta e não como meio de vida;
Construir
a ação direta de união de todas as categorias;
Distribuição
profunda das zonas rurais com coletivização do solo e
produção.
O
primeiro dos pontos já apresentado é sobre o reajuste
salarial. Em um breve levantamento já sabemos que temos várias
categorias como por exemplo trabalhador público,
contratados pelo Cândido, trabalhadora da Única,
municipalizados entre outros.
O
passo agora é preparar uma proposta respectiva para cada
categoria, mas endossada e defendida por todos, porque só
assim teremos força como núcleo sindical sério e
unido, e que será respeitado na hora das ações
que surgirão.
Mas,
devemos deixar claro que nossos objetivos não são
apenas as discussões financeiras ou reajustes anuais, isso já
é feito bem ou mal feito pela maioria dos sindicatos
profissionais.
Nossa
discussão inicia-se na questão salarial e aprofunda-se
na questão de como nossas categorias, nossa classe explorada e
oprimida, garanta níveis de vida digna, e não a uma ou
outra categoria, mas a todas, ou seja, abolição da
exploração e opressão social, econômica e
política.
Por
que não só garantir melhorias a uma categoria como
fazem os sindicatos profissionais?
Porque
é uma prática patronal muito comum que devemos
denunciar.
Ao
garantir um reajuste salarial a uma categoria, os patrões e o
estado, argumentam que será necessário um “reajuste
orçamentário” e imediatamente isso é repassado
para todas as outras categorias, ou mesmo para própria
categoria.
O
reajuste dos funcionários públicos gera aumento de
imposto para a sociedade, por exemplo. Outro exemplo, o aumento
salarial para os motoristas e cobradores, acarreta em aumento na
tarifa dos transportes. Então, em cada categoria reajustada,
os patrões repassam os reajustes à sociedade, como uma
forma de compensação.
Como
resolver esta questão?
Mobilizando
todas as categorias evita-se este efeito colateral de reajustes
compensatórios que as direções patronais e
estatais fazem ou ameaçam. Com todas as categorias
mobilizadas, temos a força para conseguir reajustes gerais de
forma uniforme, sem repasses.
Lembremos
que vivemos no sistema capitalista e sua principal característica,
desde sua formação é o “lucro máximo,
custo mínimo” e isso significa pagar o mínimo
possível para a mão de obra, para que ela viva. Os
lucros são os objetivos do capitalismo e este lucro é
sempre uma porcentagem alta retirada da produção e
comercialização de bens criados com a participação de todas as
categorias. Nada mais justo que a redução
dos lucros e sua socialização a todas as categorias.
Mas lembrem que nosso compromisso é abolir a exploração
e o lucro é uma forma de exploração clássica
do capital.