Voto Nulo 2008 – A necessidade de mudança
O voto nulo não é mais um protesto para a FOSP-COB-AIT, já faz parte de nossas lutas que buscam bem estar e liberdade (slogan da COB do início do século, tão atual quando no tempo em que foi forjado).
E no que consiste a campanha de voto nulo?
Em divulgar a prática de rompimento com a política assistencialista, burocrática, profissionalizada e partidária que temos e que chamam de “democracia”. É uma baita farsa que alimentamos de dois em dois anos e que denunciamos como um atraso para nossa classe, já que ela fica esperando, esperando, esperando, porque este vai mudar ou porque não tem opção, mas tem e que sempre falamos:
VOTO NULO – O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO E A ANARQUIA COMO POLÍTICA DE BASE, SEM ENROLAÇÃO, SEM ESTADO, SEM PARTIDOS, PORQUE SOMOS RESPONSÁVEIS E QUEREMOS AUTOGERIR NOSSO LAR, NOSSO TRABALHO, NOSSA EDUCAÇÃO, SEM INTERVENÇÃO DE CLASSES PARASITAS, EXPLORADORAS E OPRESSORAS!
Defendemos o voto nulo e é incrível como todos com quem conversamos dizem a mesma coisa, que estamos certos, que os políticos são sacanas, corruptos entre outros adjetivos. Mas tão incrível estarem de acordo com o que defendemos, é que esses mesmos simpáticos as nossas lutas, bandeiras e idéias, cordeiramente vão votar e votam no que consideram o “menos ruim”. Como isso é possível?
O voto é uma obrigação, com sanções e multas para quem foge da obrigação, porque o Estado não cumpre com sua tarefa de educar nosso povo, a fim de que com consciência, não precise de uma “obrigação” para ter “corum” de votantes, já que o voto seria um ato consciente. Mas não isso ocorre.
O voto nulo ou não votar é o de menos, já que por si só não mostra nada (para o Estado, é que errou !?!). Por isso é necessário aliar ao Voto Nulo, uma campanha onde a metodologia anarquista de autogestão seja mostrada, que as práticas libertárias e do sindicalismo revolucionário sejam referências de resistência e luta. É rompimento puro que defendemos. É preciso parar o sistema econômico-político capitalista, porque é agente direto das desigualdade sociais, o que queremos abolir com o socialismo libertário.
Não pretendemos e nem queremos o governo do Estado, queremos o seu fim, suplantado por autogestões diretas descentralizadas, do povo, pelo povo e para o povo, Por isso também não somos de esquerda e nem de direita, não somos partidos e nem somos aliados de qualquer um. O partido é um erro, porque ao contrário de promover a revolução, promovem reformismos, o que “não é o ideal, mas é um avanço”. Para quem está ferrado, é menos ferro, mas o ferro continua, que avanço!!! O partido é uma instituição do Estado (mesmo os mais ditos “xiitas” ou “radicais”) e o querem disfarçadamente ou na caruda, o poder, o Estado e assim implementar suas “políticas” partidárias, que não são necessariamente o que precisamos (principalmente nossa classe explorada e oprimida).
Também não somos vanguarda de nada e nem seguimos qualquer personalidades (os autoritários seguem “marxis”, “troskis”, “maois”, “cheis”, etc). Criticamos nossos companheiros do passado, vendo neles, seus erros e acertos, como sabemos que os temos agora, e que resistir e lutar é uma processo de erros e acertos e temos que estarmos sempre atentos a isso, evitando explorar e oprimir quem quer que seja, e lutar para que isso seja abolido.
Seguimos a máxima: a emancipação de nossa classe é nossa obra, então perguntamos: É possível outorgar a terceiros nossa tarefa?
Acreditamos que não!
Juntem-se a nós, Conheça, Organiza e Luta!
Na construção do sindicalismo revolucionário!
