Sindivários Campinas

Anarkismo não é partido ou muito menos centralista democrático!

No meio anarquista há uma grande confusão em torno da chamada estratégia de luta. A concepção de que “os fins justificam os meios”, predomina em ‘certas correntes de “anarquistas”’, que disputam os meios burgueses e reacionários para assim atingirem a classe trabalhadora. Um modelo que tende do centro para para as bases, totalmente contrário ao anarkismo.

Comentam e afirmam que é preciso organizar o anarkismo, como se o anarkismo fosse desorganizado e que deveríamos disputar os espaços dentro dos movimentos sociais, mesmo que com isso tenhamos de nos aliar aos partidos, igrejas e outras correntes políticas (reformistas, marxistas, populistas, assistencialistas, etc):


“Militância Social

A militância social surge e é baseada na sociedade de classes - consequência do sistema capitalista -, e por isso deve estimular a tomada de consciência de classe e da luta existente entre elas, combater a ideologia burguesa e promover a participação popular no processo de ruptura. Esta atuação possibilita colocar em prática concepções políticas em instâncias sociais já instituídas, criar outras instâncias que se pautem na autonomia, protagonismo popular e ação direta, além de eventualmente estabelecer alianças pontuais com outras entidades do movimento social.

...devem promover formação política junto à militância social como complemento da prática e, dentro das possibilidades resgatar conceitos do ponto de vista anarquista"

Fonte: http://www.osl.cjb.net/

Grifo é nosso


O texto acima nos demonstra claramente a influência de idéias reformistas (ou marxistas, se preferirem), e que a aliança com os partidos e sindicatos, ambos nas mãos da classe dominante, fazem parte da bandeira de luta dessas tendências ditas anarquistas.

Existe uma confusão que grifamos, e que comentamos a seguir: não há como colocar em prática nossas concepções em instituições já constituídas, porque simplesmente elas têm um limitação legal, jurídica e ideológica, fato de conhecimento amplo, mas parece totalmente ignorado pelo texto. A participação popular já está ceifada nestas organizações e é no jargão dos partidos, sua massa de manobra, que usam para interesses de suas organizações, que não são os mesmos da população.

O que seria importante que é a constituição de organizações, ativação e união a estruturas que já estejam na luta e ou sua criação, está de lado. Mesmo grupos antigos de resistência e luta foram descartados, pergunta-se o por quê? O que não se entende ainda é a opção de união ou aliança com partidos e sindicatos reformistas, ignorando a existência de diversos grupos anarquistas e populares que já funcionam pela autogestão e procuram de forma direta a revolução social?

Em outros grupos relacionados a manterem alianças com inimigos, a OSL/FAO, seus integrantes deixam claro a idéia de criação de um partido anarquista, assumindo claramente uma posição, de nosso ponto de vista, reacionário, como muitas vezes na história já vimos ocorrer, para não dizer que são palavras nossas vamos ao texto que eles mesmos publicam:

“Maio de 2007, Comunicado Nº 21 da União Popular Anarquista - UNIPA”

“Construção do Partido Revolucionário Anarquista”

“- Chamado aos militantes revolucionários para a construção nacional da UNIPA -”


“1 – A necessidade de uma Organização Política Nacional”

“...

Dessa maneira, a construção de um partido político revolucionário é então uma necessidade para os revolucionários anarquistas ou bakuninistas. Nesse sentido, a construção do anarquismo enquanto força política proletária passa pela construção de um partido revolucionário.”

(Fonte:http://www.anarkismo.net/newswire.php?story_id=5607&type=otherlibertarianpress&results_offset=120 )


Vejam como as idéias marxistas e reacionárias (o que é um pleonasmo), tomam conta das filosofias dessas organizações, e devemos ter em conta as alianças que muitos desses coletivos já fazem com partidos de esquerda e de linha trotskista, o mesmo que comandou a prisão e o massacre de muito anarkistas durante a Revolução Russa.

Vejamos, do ponto de vista político, sempre que fazemos uma aliança ela se baseia em acordos, quais são os acordos que eles fizeram com os partidos? Eles estão na direção de quais sindicatos atrelados ao Estado? Que dizem querer destruir, conforme é principio histórico do anarkismo, quais as lutas que eles concretamente estão fazendo pelos trabalhadores?

Porque não dizem claramente como fecham as “chapas” que disputam os sindicatos? De onde vem os recursos para financiar suas chapas para disputarem as eleições sindicais?

Perguntamos, nas assembléias sindicais falam dos princípios históricos do anarkismo, como a destruição do Estado, o apartidarismo e a revolução social. Traçam campanhas como a Redução das Jornadas de trabalho? O que fazem nas frentes promovidas pelas esquerdas reformistas, com o PSOL, PSTU, PT, na CUT, CONLUTAS entre outras.

Organizam-se como tendência de vanguarda ou parte da luta de todos os trabalhadores? Acreditamos que é urgente a organização da classe trabalhadora, no campo e na cidade, mas tudo a partir do local de trabalho e de moradia. Sempre baseado na autonomia e liberdade de ação e não dentro do reformismo sindical amarelo, serviçal da burguesia.

Nós da Federação Operária de São Paulo, filiados à Confederação Operária Brasileira, nos manifestamos contrários a este tipo de organização burocrática e reacionária, nos mantemos firmes nos princípios do sindicalismo revolucionário, e na organização dos Comitês de Luta Contra a Carestia de Vida.

Seguimos os princípios históricos da Carta de Amiens, pelas organizações sindicais livre, revolucionárias, apartidárias e contra a patronal. Seguimos os princípios da Associação Internacional dos Trabalhadores que se segue no link:  Estatuto da AIT em português

Por fim, entendemos e rejeitamos as filosofias dessas  tendências, ditas anarquistas, por entender que fogem aos princípios construídos historicamente pelo movimento anarkista internacional, do qual fazemos parte.

Federação Operária de São Paulo

Confederação Operária Brasileira

Associação Internacional dos Trabalhadores

01/01/2008


 Informes

Sobre o "especifismo"

Anarkismo não é partido ou muito menos centralista democrático

Voto Nulo 2008

A anarquista Rosa Pazos foi assassinada

Greve Geral de 1917

FORA - Comunicado nº 2 - La Cruz Roja Argentina Miente

O anarco-sindicalismo, o braço do anarquismo

A breve existência da seção brasileira do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Anarquismo

A luta já começou!

Anarco-Sindicalismo

19 de julho: Lembrando a Revolução Espanhola!

Propostas e Práticas- Transportes

Carta de Amiens

Propostas e Práticas - Educação

Propostas e Práticas- Habitação

Propostas e Práticas- Trabalho

Propostas e Práticas- Socialismo Libertário

Os Causadores da Fomes

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CONTRA A REPRESSÃO SINDICALNA LIONBRIDGE TECHNOLOGIES DA POLÔNIA

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O Voto Nulo, mais que um protesto, uma opção!

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O Carnaval do Povo é Revolução! Dia de repúdio as lojas Starbucks

Greve Geral de 1917 em Campinas

A Concepção Anarquista do Sindicalismo - Neno Vasco (ESTUDO)

Proposta de intenção sindical livre do núcleo pró-Sindivários /Campinas

Sítio do Sindicato de Artes e Ofícios Vários de Campinas - FOSP COB AIT-IWA
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