Sindivários Campinas

SOBRE AS DIFERENÇAS SOCIAIS

E A ANARQUIA - Parte 4

Outro aspecto seria esta necessidade quase ritualistica de explicar as idéias anarquistas e no entanto se faz necessária, vista que o socialismo libertário assume a cada ciclo histórico, um novo significado e uma nova configuração diante da sociedade em que surge e de sua geração contestadora, mas sempre atento a seus princípios básicos, acumulados no decorrer do tempo, desta forma ela se mantém viva e penetrante, com a lucidez analítica necessária para captar as morfologias sociais, bem como evidenciar os conflitos e as mazelas do sistema social em que estamos inseridos, fato que as outras vertentes de pensamentos ou ideologias não conseguem de uma forma plena assimilar e o apresentar de maneira clara, sem um obscurantismo, que é quase sempre peculiar ao meio intelectual.

É fato, por exemplo, no discurso marxista (nos mais vulgares e militantes principalmente), seu menosprezo pela diversidade cultural da sociedade e sua tentativa hercúlea de criar uma taxinomia social comprimida e generalizante, fato aliás que mostra uma leitura bem superficial do Sr. Marx.

Retomando ao pensamento libertário, na questão de estar quase sempre mostrando e explicando os conceitos indicadores do caminho acidentado em que trilha a anarquia, está em posição relativa ao fato de que o movimento anarquista vive a uma suposta margem da sociedade, nas bases sociais, já construindo os alicerces da nova sociedade socialista e por isso suas organizações estão sempre sujeitas em primeiro plano a reação solapadora e opressora dos grupos dominantes, seja ela de direita ou esquerda. No entanto, as organizações anarquistas não se abalam, seus princípios de autogestão e federação os guiam por este mar inseguro do Estado “imposto, natural e por isso, mais do que necessário” e que os acratas tanto desprezam. Infelizmente a reciproca não é verdadeira e os embates se fazem necessários.

O Estado só se faz necessário dentro de um discurso em que o legitima e “o faz necessário e inevitável”, em uma estrutura permissiva e sem compromisso com a sociedade em seu todo, só em um pensamento que a fragmenta e aloca, violentamente ou não, o poder à um determinado grupo (ou como tanto gostam, classe) é que pode um Estado (seja ele provisório ou eterno) vir a ser.

Neste texto, será visível um diálogo instrumentador diante ao socialismo autoritário, “cientifico” doe Sr ou seja, haverá umuma reflexo usoa inntação sobre ada oa marxiana, s pontos importantes e fundos, sem no entanto deixar de critica-las quando se fizer necessárioe não aceitá-las no caso de incoerência com os princípios anarolqer outrrma de pensamento, sendo) compreido; dorma e subjugado e aprofundandoaoum corpo teórico libertárirçado, sem o quaexerício nessário e fundamental e sivorreríamoscorre o risco de surgirde que os pés nossa estátua seja de bars pés de nossa estátua (como a história libertária estanimigo e passarás 100 lutas sem se ferir”, já dizia um general napolêonico.

Se relutarmos e usamos de cautela no uso do ideário marxiano, é porque como ser humano, Marx cometeu alguns erros e postulou certas incongruências que afetam sua idoneidade no campo científico.

Por exemplo, o fato da alcunha que se vangloria Sr. Marx, de ser ele o ponto de cisão entre o socialismo utópico do científico é no mínimo, incongruente e pretensiosa. Com Saint-Simon, Pierre-Joseph Proudhon e outros que a interpretação dita científica do socialismo se inicia de uma forma mais criteriosa, com seus erros e acertos comuns a toda ciência; erros e acertos que devemos ter sempre em mente, entender suas limitações e suplanta-las sempre que possível, ir além das aparências e dos paradigmas supremos, revirar ali onde menos se desconfia, questionar nossas impressões, duvidar das verdades, das certezas, manter à dúvida os resultados de nossas impressões forjadas na humildade da busca de sempre conhecer a nós e aos outros. Fato que não ocorre com muita freqüência no circuito oficial da “ciência”, já que a “ciência e o conhecimento” deixam de ser um confronto sadio e se tornam trincheiras institucionais onde “seres doutos” se enfiam de dentes arreganhados e discursos de efeito, sobrevivendo assim, “sua sabedoria medíocre”, fato totalmente adverso a proposta cientifica. Talvez porque como um circuito legal, oficial, sua ética cientifica venha por encanto e tudo o que produzir será por conseqüência “ciência”, simplesmente por haver uma área onde dizem “aqui se pensa”. Mas não basta o discurso cientifico para que o “hábito faça o monge”.

Neste momento, é necessário, na ciência, (quem diria!) uma ponta de utopia para reacender as esperanças humanas na busca de liberdade e igualdade.

Utopia, sim! Porque não, já que ela é a grande musa inspiradora dos cientistas, pois, como explicar os grandes vôos, este ímpeto de conhecimento avassalador que pari aviões, sistemas econômicos e novas fronteiras? E que embora cheguemos a Marte, estaremos sempre fadados a uma herança de dor e exploração, se não houver uma revolução individual e da sociedade. Enquanto não resolvermos estes pontos, todo desenvolvimento científico será uma maldição aos que não têm acesso a este desenvolvimento e cada passo tecnológico, jogará inversamente, milhões de homens à tempos remotos e mais perto de seus ancestrais estarão e da sua completa destruição estarão.

Os cientistas sem uma utopia são seres uns limitados e insensíveis na maioria dos casos, mas se enaltecer demais a utopia, como voltaríamos a terra dos fatos e da “realidade”?

A resposta que pode ser elaborada poderia ser que é necessário um balanceamento dessa relação utopia X ciência, pois sem tal, qual o prazer de desempenhar sacrifícios em prol de uma mudança social radical de amplitude, sem grandes perspectivas futuras favoráveis?

Talvez nossa fala seja áspera e que não tecemos ilusões de um mundo maravilhoso. Estamos cônscios de que é necessário enfrentar os problemas da sociedade de uma maneira nova e original, com amor e seriedade e não com promessas vazias dentro da degeneração em que vivemos. Somos a favor de que nós, a massa, já temos a maturidade de escolher e reger nossa vida de uma maneira soberana. Deixemos que o Estado murche como um parasita no sol, tanto pelo calor externo, como da falta de nutrientes que roubava do população que dominava como um refém.

Mas chega de delongas. Neste ensaio será tratado a idéia de diferenças sociais e como a Anarquia se coloca diante deste fato; se a idéia de divisão da estrutura social em classes sociais seria o conceito mais adequado para se pensar libertariamente a sociedade e atuar na sua transformação.

Por Lucifer - inverno de 2000 (continua ...)


 Informes

Sobre as diferenças sociais e a anarquia-Parte 4

Sobre as diferenças sociais e a anarquia - Parte 3

Umbral de um Mundo Novo - A Cavalgada do Ideal

Sobre as diferenças sociais e a anarquia - Parte 2

Sobre as diferenças sociais e a anarquia - Parte 1

Conlutas

A Plebe Campinas n 20 - 08/ agosto 2008

Sobre o "especifismo"

Anarkismo não é partido ou muito menos centralista democrático

Voto Nulo 2008

A anarquista Rosa Pazos foi assassinada

Greve Geral de 1917

FORA - Comunicado nº 2 - La Cruz Roja Argentina Miente

O anarco-sindicalismo, o braço do anarquismo

A breve existência da seção brasileira do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Anarquismo

A luta já começou!

Anarco-Sindicalismo

19 de julho: Lembrando a Revolução Espanhola!

Propostas e Práticas- Transportes

Carta de Amiens

Propostas e Práticas - Educação

Propostas e Práticas- Habitação

Propostas e Práticas- Trabalho

Propostas e Práticas- Socialismo Libertário

Os Causadores da Fomes

Propostas e práticas - Ação Direta

Propostas e Práticas - Autogestão

CONTRA A REPRESSÃO SINDICALNA LIONBRIDGE TECHNOLOGIES DA POLÔNIA

Sindicato

O Voto Nulo, mais que um protesto, uma opção!

Plataforma Reivindicativa- Tradução e adptação do original da CNT espanhola.

O Carnaval do Povo é Revolução! Dia de repúdio as lojas Starbucks

Greve Geral de 1917 em Campinas

A Concepção Anarquista do Sindicalismo - Neno Vasco (ESTUDO)

Proposta de intenção sindical livre do núcleo pró-Sindivários /Campinas

Sítio do Sindicato de Artes e Ofícios Vários de Campinas - FOSP COB AIT-IWA
Copyleft para Sindivários Campinas - 2008
Lincença CC
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons