Núcleo
pró-Sindicato de Artes e e Ofícios Vários de Campinas -
pró-Sindivários/Campinas
Relatório de atividades
-2006/2007
Saudações
sindicais revolucionárias,
O que se segue é o relato
sobre as atividades do núcleo Núcleo pró-Sindicato de Artes e e Ofícios
Vários de Campinas ligado a Federação Operária de São Paulo (FOSP) e a
Confederação Operária Brasileira (COB).
O núcleo de Campinas da FOSP foi iniciado em novembro de 2006, com a
participação em reunião ordinária da Coordenação da FOSP. Foi firmado
nesta reunião as atividades iniciais do presente núcleo através do
estudo do material da FOSP, COB e AIT (jornais e materiais
audiovisuais), suas bases de acordo e o reconhecimento da região de
Campinas, seu perfil sócio-político, a relação com outros grupos
anarquistas e possíveis frentes de atuação.
Em dezembro 2006, o núcleo já apresenta materiais com
propostas do sindicalismo revolucionário que foi entregue aos
trabalhadores da área de saúde (Posto de Saúde), com plena aceitação.
Neste período ocorreu também um campanha de voto nulo para a diretoria
do “Sindicato Oficial”, concorrida por partidos políticos vinculados ao
governo municipal e federal. Todas as denuncias feitas ao processo
eleitoral, sua farsa para o trabalhador foi confirmado pela anulação
dessa eleição. Nova eleição seria feita em fevereiro, nos mesmos moldes
corruptos e controlados pelos militantes de partidos.
Em janeiro, é lançado o informativo anarcosindical A Plebe de Campinas,
em homenagem A Plebe, jornal histórico e combativo, iniciado em 1915 e
retomado a partir da reorganização da FOSP, em 1986. Também foi
iniciado e está funcionando o sítio eletrônico do núcleo, cujo o
endereço é http://fosp.anarkio.net/index.html .
Em fevereiro, pelo o fato da eleição do “sindicato oficial”, houve
novamente o assédio moral dos partidos e seus militantes, com suas
falsas propostas nas bases de trabalho. Embora tenha sido de novo
fraudulento, desta vez uma das chapas foi “eleita”. Um grupo
heterogêneo, com militantes de vários partidos, inclusive do governo
municipal e federal, o que causa estranheza as bases. Com um discurso
de que irão fazer o que não foi feito até agora, assumem a diretoria do
“sindicato oficial”. Questionados sobre a CUT e o imposto sindical,
afirmam que a CUT “é a primeira central sindical do país” e que
concordam com o fim do imposto sindical, mas não vão fazer “nada
agora”. Este é o nível dos novos diretores do “sindicato oficial”.
Existe um processo de revisão da história onde negam a existência do
anarcosindicalismo, das instituições operárias do inicio do século,
liderada por historiadores petistas (Partido dos Trabalhadores, partido
do governo federal) e sua fundação Perseu Abramo. Querem criar uma
história do sindicalismo onde a CUT (a central do PT e do governo) tem
origens no sindicalismo revolucionário, que “não é anarquista”, segundo
estes acadêmicos que formam os quadros de seus militantes partidários e
sindicais. Contra estas mentiras e ataques a memória de nossos
companheiros, de nossa história de resistência e luta anticapital
revolucionária, é que lutamos.
Durante os meses de março, abril, manteve-se a campanha de filiação, de
informações gerais sobre assuntos referentes e de interesse
anarcosindicais. Em maio, foi feito atividade em memória do Mártires de
Chicago, 1º de maio. Foi feito em praça de grande movimento, com
distribuição de material referente a data e o que está ocorrendo
atualmente, a retirada das conquistas dos trabalhadores através da
flexibilização do trabalho o que é a grosso modo, aumento do trabalho e
diminuição dos salários.
Em junho, foram apresentados os preparativos para o V Congresso
Operário de São Paulo. Foram desenvolvidos temas, teses e propostas
para o V Congresso de São Paulo. O núcleo contribuiu com a tradução e
adaptação da Plataforma Reivindicativa da CNT-espanhola.
Em julho aconteceu a Jornada Libertária de Protesto (JLP) onde reuniu
vários grupos e indivíduos anarquistas de São Paulo. Aconteceu também o
V Congresso Operário de São Paulo, com a participação de núcleos e
seções da FOSP e com a presença da Coordenação da COB e representantes
da FORGS, nossa organização irmã do Rio Grande do Sul. A JLP foi bem
sucedida em reunir indivíduos e grupos para atividades conjuntas,
embora seja necessário mais atividades deste tipo visando unir o
Movimento Libertário Brasileiro.
O V Congresso Operário de São Paulo foi vitorioso, por reunir
militantes, seções e núcleos da FOSP. Reafirmou-se as bases de acordo
da FOSP, sua convicção sindical revolucionária, saudando o princípios
da AIT-IWA. Foram apresentados e aprovados as bandeiras de lutas e o
uso da plataforma reivindicativa como material de apoio nas lutas
diárias. No Congresso, foi discutido a necessidade dos preparativos
para o XXIVº da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT-IWA). A
proposta seria prepararmos uma Conferência no RS e material para tal
evento. O XXIVº Congresso será feito no Brasi, em Porto
Alegre. Este Congresso é muito importante, por ser o primeiro na
história a acontecer em um país da América Latina. Há uma expectativa
em que através dele possamos finalmente constituir de forma prática uma
maior articulação da ACAT, Associação Continental Americana dos
Trabalhadores, o que seria um importante avanço do sindicalismo
revolucionário em nosso continente.
Em agosto e setembro, nossas atividades permanecem as mesmas, sem muito
mais acrescentar.
Já em outubro, ocorreu mais um evento, Expressões
Anarquistas, ocorrido em Campinas e com a participação de vários grupos
e indivíduos. Igual a JLP, foi mais um passo importante na
estruturação, coordenação e união do MLB, ao menos em São Paulo. Aos
poucos diferenças que faziam grupos se distanciar começam a uni-los em
torno de parcerias e trocas de experiências. Neste evento surge a
proposta em andamento de constitui uma Coordenação Antifascista de
Campinas, buscando agir de acordo as bases libertárias de resistência e
solidariedade aos ataques dos fascistas locais, e também desenvolver
discussões sobre as formas de autoritarismo presente no modelo
capitalista.
Agora em novembro, fazendo um ano, o núcleo já conta com 11
informativos feitos, materiais de campanhas e atividades de rua, apesar
dos poucos recursos, dificuldade comum a vários núcleos e seções. Temos
ainda algumas atividades a serem feitas pela Coordenação Antifascista
de Campinas e discussões do núcleo sobre leis municipais que querem
limpar a cidade no fim do ano, removendo os trabalhadores dos faróis e
das ruas.