Processo eleitoral: cidadania acomodada
O processo eleitoral é mais danoso do que percebemos.
Muitos só o percebe de 2 em 2 anos, sem se reparar que ele se entranhou em nosso cotidiano sem pedir licença ou voto! Quantas vezes abrimos mão de nossa ação individual e coletiva para terceiros? Isso é muito comodo para nós e ótimo para o sistema, porque ele se mantém e se justifica nesse tipo de falta de atitude. Quantas vezes já não ouviram que se não fazemos , alguém tem que fazer e então aparecem seres iluminados, capacitados e que dizem que assumem o árduo fardo de agir por nós?
E quantas vezes, por ser um assunto chato, abrimos mão de nossos compromissos e deveres, porque não queremos ser responsáveis? Nessa ação de não-ação abrimos mãos também dos direitos que estavam associados aos compromissos e terminamos sofrendo por isso. O processo eleitoral é mais simples, é mais fácil e o mais custoso para nós, porque entregamos o que temos que fazer a outros e nos tornamos indolentes, passivos e dóceis críticos, acomodados em nossas rotinas cotidianas, cheias de problemas, que naturalmente sempre existem. O que deixamos passar e delegamos a pessoas que não conhecemos, que nem sempre tem as competências necessárias, as responsabilidades de resolver problemas cotidianos de todos nós, ou seja, votar é dar um tiro no pé, porque perdemos a iniciativa de fazer e damos carta branca a pessoas que na maioria das vezes não respondem, não sabem responder e o pior, não querem responder as nossas necessidades.
Então, ainda vai votar?
É obrigado, então mande a eles um recado: VOTO NULO, EU NÃO SOU GADO!!!
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