
Bolsa de
Valores - Definição
Instituição em que se
negociam títulos e ações.
As bolsas de valores são importantes nas economias de mercado por
permitirem a canalização rápida das poupanças para sua transformação em
investimentos. E constituem, para os investidores, um meio prático de
jogar lucrativamente com a compra e venda de títulos e ações,
escolhendo os momentos adequados de baixa ou alta nas
cotações. Em suas origens, as bolsas de valores confundiam-se com as
bolsas de mercadorias, mas a partir do século XVIII, com o
extraordinário aumento das transações com valores mobiliários e,
sobretudo, com o surgimento e posterior desenvolvimento das sociedade
por ações, iniciou-se um processo de especialização do qual resultou o
aparecimento de bolsas dedicadas exclusivamente a operações com títulos
e ações. Na atualidade, as mais importantes bolsas de valores do mundo
são as de Nova York, Paris e Tóquio.
Duas fases distintas marcam o funcionamento diário de uma bolsa de
valores: a da fixação das cotações por anúncio (ou por chamada) e a da
fixação por oposição. A primeira fase consiste num pregão, em que os
interessados declaram em voz alta os preços que estão
dispostos a pagar (ou receber) pelos papéis que lhe
interessam (ou que queiram vender); trata-se, portanto, de um leilão,
no qual a regra básica é o encontro da oferta com a procura. Terminada
a primeira fase, inicia-se a da fixação das cotações por oposição: a
fim de conter a possível flutuação extremada dos preços da primeira
fase e fixa a cotação de cada papel para o restante do dia, de tal
forma que nenhum negócio poderá ser feito fora da cotação estabelecida.
As transações pode ser feitas a pronto (também chamada à vista) ou a
termo (a prazo). Na primeira modalidade, os papéis negociados são
entregues imediatamente após o registro da transação na bolsa. Na
segunda, os papéis são entregues ao fim de um prazo estabelecido pelas
partes; entre a compra e a entrega, o comprador pode revender os papéis
que adquiriu, com isso ganhando ou perdendo conforme as oscilações da
cotação nesse período. Os negócios nas bolsas não podem ser feitos
diretamente por qualquer pessoa ou empresa. Cada bolsa de valores
credencia certo número de pessoas, os corretores, que funcionam como
intermediários entre compradores e vendedores. São eles o centro
nervoso do sistema, pelo conhecimento aprofundado que possuem dos
títulos existentes no mercado. O mercado da bolsa é regulado, em
primeiro lugar, por fatores econômicos mais objetivos, tais como a
situação real da empresa que põe seus papéis à venda, suas condições de
produção e comercialização, a capacidade administrativa de sua direção,
a situação das empresas concorrentes e a conjuntura econômica do país.
Mas há uma influência fundamental exercida também por condições
psicológicas: por exemplo, um clima de exagerado otimismo em relação a
determinada empresa pode levar à supervalorização de suas ações. De
situações como essa podem surgir distorções perigosas no mercado. A fim
de conter excessos e manter sua credibilidade, as bolsas, com certa
freqüência, estabelecem limites máximos para a valorização dos papéis
negociados. Além disso, as bolsas têm o dever de orientar os
investidores tais como o comportamento das ações, as quantidades de
compra e venda e os índices de liquidez e rentabilidade de cada papel.
Fonte: Dicionário de Economia
e Administração - Paulo Sandroni
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