Modelo representativo: o sistema político em nossa vida
O modelo de delegar à terceiros nossos deveres e direitos se torna a cada geração mais arraigado e mais danoso para todos!
Estamos abrindo mão de agir diretamente sobre o que nos é importante, de forma que nos tornamos passivos na sociedade, já que sempre há alguém ou algo que se responsabiliza pelo que devíamos fazer. A sociedade se acomodou, e neste acomodamento, estamos perdendo toda a iniciativa de agir e resistir aos mandos de quem acha pode fazer, porque foi escolhido ou eleito para isso, o que é uma grande ilusão.
Devemos nos reeducar socialmente para vivermos de forma coletiva, ativos, fazendo diretamente aquilo que nos é importante e não transferindo para os outros tais afazeres. Devemos estar cientes que só nossa ação é que nos levará a nossa emancipação. Não podemos manter a estrutura “democrática” onde se esconde o paternalismo, o autoritarismo e que a nossa classe é apenas um “espectador” das classes poderosas, dos partidos políticos. Somos mais do que isso e devemos, mostrar, fazer de forma unida, que podemos sim, assumir a sociedade, distribuir as riquezas, abolir a propriedade e tornar a vida coletiva um bem comum para todos.
A abolição do Estado, o fim das delegações e dos parlamentos profissionais e a maior descentralização das ações, uma prática que exige que cada indivíduo seja responsável direto e não se esconder através dos processos “eleitorais” criados justamente para domesticar, passivizar a população e deixa-la indolente diante das opressões e explorações que os poderosos mantém sobre nossa classe.
É necessário unirmos em espaços coletivos onde devemos abandonar as práticas educacionais de submissão e passividade e adotar posturas ativas de fazer diretamente e unidos.
É um processo de desaprendizagem do modelo educacional-carcerário que fomos submetidos. Aprendamos a desobedecer o sistema, a não alimenta-lo! A rebeldia é uma ação importante e exercida de forma coletiva é um processo revolucionário. Sejamos protagonistas de nossa história, com liberdade e igualdade de forma direta, sem partidos políticos, sem patrões, sem pátrias, sem igrejas, sem autoritários.
Questionar, conhecer é um processo importante porque muda sua ação e leva a uma nova compreensão da sociedade e do sistema e que é sim, possível transforma-lo em uma sociedade justa, igualitária, onde as necessidades mais básicas sejam saciadas e não sacrificadas para que alguns tenham milhões e milhões não tenham nada.
Um passo importante nesse sentido é para de reproduzir em escala menor o modelo representativo, que nos leva a passividade já comentada.
Então, vamos agir e não esperar que um “eleito” faça. Pensemos da seguinte forrma: há uma ação a ser feita. Você pode faze-la ou delegar a alguém que a faça, no primeiro você assume a responsabilidade e faz, da melhor forma e do jeito que entende ser feito. Da segunda, você espera que alguém venha realizar a tarefa, e que nem sempre sairá do jeito que pensava ser, quando a tarefa é feita. Devemos assumir mais os riscos e fazer, e não delegar a terceiros o que temos que fazer.

