15 de novembro: mudar
para nada mudar!
Celebram
o 15 de novembro no Brasil, como data da proclamação da
republica, um ano e 6 meses depois da assinatura da lei de abolição da
escravatura (13 de maio 1888) que jogou milhões de trabalhadores de
origem africana ao léu, descartados após séculos de exploração sem fim.
O
processo político em que isso seu é semelhante a outros momentos e
sempre procuram assegurar o controle entre grupos dominantes, são
acordos entre eles, para uma vez implementada a mudança, ela em nada
muda pois sofreu um monte de distorções e que pouco afetam a realidade
de forma profunda.
A
proclamação da republica não foi diferente, ela é fruto de atritos e
acordos entre a elite brasileira para manter o controle do vasto país.
A população, como em outros episódios da história da colônia/país,
sempre foi telespectadora passiva e massa útil aos interesses dos
poderosos. Ora colocada nas ruas, ora presa em casa, ora platéia
empalhaçada a manter as estruturas de poder.
A
proclamação da republica foi emblemática, pois foi feita por um
conservador monarquista, tendo visto que a monarquia estava em crise e
precisava de uma ação mais incisiva, proclamou a republica, depondo o
imperador D. Pedro II. Houve resistência por parte de leais
monarquistas, mas foram abandonados pela própria casa real brasileira,
já ciente dos acordos de bastidores do processo político que ocorria.
A
proposta republicana, que em 50 anos antes era uma coisa impensável,
foi ganhando folego e adeptos na medida que a casa real mantinha uma
política conservadora e altamente excludente para parte da própria
elite brasileira. Embora os republicanos tivessem ideais positivistas,
após o golpe de 15 de novembro, pouco se fez para mudar a situação da
população brasileira. Quem mais saiu bem nesse processo todo foram as
elites do país que se reorganizaram em torna da republica, tendo o
fator econômicos dos grandes latifundiários seu principal ingrediente.
Em pouco tempo, com o enorme capital acumulado através da exportação de
café, inicia-se o processo industrial no país. Mas sempre em meio de
desigualdades sociais gritantes, que continuam até hoje.
Como
vemos atualmente, muito se faz para nada mudar, as relações de
exploração e opressão se mantém, só mudam de nome. Por isso defendemos
o fim do Estado e de todos os regimes políticos e econômicos baseados
na exploração, opressão e autoritarismo.
A
emancipação do explorado e oprimido há de ser sua própria obra!