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Crise ... Que Crise?

        Desde os meios de “comunicação” nos machucam os olhos e ouvidos dizendo que “o país” entrou em uma etapa de “recessão econômica”. O governo do PSOE intenta dissimular a situação. O PP intenta aparecer agora preocupado pelos trabalhadores despedidos (nos caímos na risada).
O que denomina “esquerda” e os sindicatos pactistas nem contestam ... até há ocasiões em que compreendem “o mal” que estão passando os empresários. E, precisamente, os empresários e banqueiros dos seus: seguem encostados no povo. Onde está a pasta que durante todos estes anos de “fartura econômica” trincaram esses elementos? Por que não a usam agora para reduzir os efeitos da crise? Ficaram sem dinheiro para os pobres? Pois os jornais televisivos estão constantemente falando de que seguem arrecadando impostos ... Eles se agarram a que o petróleo esteja em alta (mas quando em queda, eles não baixam os preços), aos que já não vendem histórias a 30.000 e 50.000 euros, tem caído o consumo ,,, e é que nos tem apertado ao máximo, e já não podemos mais. A ambição não tem limites. A crise produzem eles para seus próprios benefícios. É a desculpa para nos colocar na parede e poder reorganizar seus benefícios. Eles nunca estão em crises. Eles sempre engordam.Um pequeno exemplo: o fechamento da Martinsa-Fadesa que deixou 234 trabalhadores da empresa na rua (mais mil trabalhadores que perderam seus trabalhadores por este fechamento patronal). Ante disto, as reações tem sido as seguintes: -O empresário, um tal de Fernando Martín, diz que não tem liquidez, quando sua fortuna está estimada em 1 bilhão de euros. -O governo permite isto e diz que não se meterá no conflitos entre empresários e trabalhadores (mas não fazem o mesmo quando os trabalhadores saem as ruas para protestar, colocando a polícia para reprimi-los). -Os sindicatos burocráticos (e aqui incluímos todos o que participam nas eleições sindicais, são profissionais e enchem o bolso com subornos e participam de comitês das empresas (CIPAS, por exemplo, no Brasil, nota do tradutor)) “compreendem” a situação do empresário que fecha a empresa e para os despedidos pedem uma esmola. Este vai ser o caminho que muitos serão levados. Somos nós, os trabalhadores e o povo que estamos sempre em crise; os que padecem com esta chaga chamada capitalismo; somos o que sofremos a caneca de cimento dos capitalistas e os governos atuam como intermediários ao serviço do capital. Eles são o problema.
               Os enfrentemos.

               Se pode viver sem capitalistas.

    Se pode viver sem governo e nem Estado, com autogestão e auto-organização.


              Grupo Tierra


Traduzido do Periódico anarquista Tierra y Libertad – nº 243 outubro 2008. por ICN.
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