Abolir a propriedade é preciso!
A criminalização dos movimentos sociais pelo Estado e pela sociedade capitalista faz parte de sua luta para se manterem no poder e defenderem seus interesses. Não podem admitir o questionamento e muito menos aceitar ações de ruptura com a estrutura que a muito custo montaram, custo esse de sangue e sacrifício de nossa classe explorada e oprimida.
Os movimentos sociais só são válidos se poderem romper e contestar a estrutura vigente e não reforma-la. Assim, por exemplo, o movimento por reforma agrária já é um movimento conservador e apoiado até pelas oligarquias rurais, porque faturam com terra que exigem muito recurso para serem produtivas, as quais são vendidas para a reforma agrária. O processo da reforma agrária deve se unir uma discussão de abolição da propriedade, isso nos campos e nas cidades, levando a uma proposta aos olhos da justiça burguesa capitalista e do Estado, seu fiel escudeiro, criminosa. E justamente não é.
Criminoso foi a composição de um Estado e de uma força armada para garantir o privilégio de alguns (nesse caso a propriedade) em detrimento do resto que não possui e nem vislumbra algum dia ter uma propriedade, e mesmo que isso fosse garantido, não satisfaria as necessidades de todos. É preciso abolição da propriedade para que se mude a ótica para o uso e não mais para a posse. Todos precisam usar uma propriedade, é natural, mas possuir, não.
A posse proprietária é absolutamente antisocial, e para que se consuma, precisa de um aparato de repressão para que aconteça. A propriedade é um roubo, um ato criminoso e a sua abolição, a correção de um dano a humanidade.
Então em nossas discussões propomos não a reforma agrária, que ao nosso ver é harmoniza com interesses das oligarquias rurais, dos partidos, da igreja católica e do Estado, mantendo a estrutura latifundiária, partidária e estatal funcionando, justamente para promover reforma agrária a prestação, criminalizando os setores mais “radicais”. Discutimos é a revolução agrária e urbana, para que aconteça de fato a emancipação dos oprimidos e explorados por eles próprios.
Querem ainda em pleno século XXI, enganar a população que não existe uma guerra de classes, quando só se fala de aumento de segurança e crise mundial por um lado e espantosos números de produção e aumento de riqueza por parte dos poderosos, enquanto nossa classe bate recordes de miséria, que partidos populistas aproveitam para fazer pilantropia e assitencialismo paliativo.
Repetimos, o primeiro passo para sair da crise é abolição da propriedade.
Lutemos para isso!

