Anarquia nos sindicatos
Não se pode abrir mão da luta anarquista nos locais de trabalho por conta do modelo fascista que rege as relações de trabalho. É compromisso de todo os libertários manter a luta emancipatória em todas os espaços que compartilham, promovendo discussões, intervenções, ações diretas e tudo que estimule a revolução, a mudança de atitude em prol de nossa emancipação. E isso continua sendo aplicado no campo do trabalho.
Faz parte de nossa luta a proposta de romper com o modelo fascista atual de sindicalismo, de mostrar que esse modelo é danoso para nossa classe e contribui para manter o corporativismo e a repressão estatal e patronal sobre os trabalhadores. Cabe manter essa discussão a todos os ramos de trabalhadores e mostrar que todas as centrais que estejam vinculados ao Ministério do Trabalho (CUT, Força Sindical, CGTdoB, Conlutas, Intersindical, UGT, etc) não passam na realidade de corporações reformistas e conservadoras, por mais radical e “esquerdistas” que se digam.
Como anarquistas sindicalistas devemos propor o rompimento com essas centrais, construir o sindicalismo livre e revolucionário (como proposto pela COB-AIT atualmente), que usa de todos os meios necessários para a luta de emancipação dos explorados e oprimidos, como ação direta, greves, operações paredistas, paralisações gerais, sabotagens e tudo que for necessário para nossa luta.
Devemos mostrar que o modelo da justiça do trabalho, do esquema tripartite da OIT é um afronta a nossa luta e se submeter a ele é entrar no esquema de conciliação e harmonia com o capital, e só ele se dá bem com isso.
Como anarquistas devemos manter a luta em todos os aspectos, sem abrir mão de nosso princípios.
Façamos a luta sindical anarquista, na construção do comunismo libertário!

